Essa parte de minha viagem, eu denomino de “colo de mãe”. Como eu moro em Brasília e meus pais moram no Rio e eu não viajo com frequência, a gente fica às vezes um bom tempo sem se ver. Desta vez foram quase dois anos sem contato pessoal, apenas via msn.
Então, sempre que eu vou ao Rio, gosto de ficar um bom tempo com eles, fazendo aquelas pequenas coisas, como fazer compras no supermercado juntos, ficar assistindo à minha mãe jogar buraco pela internet, levar alguns filmes que eu já vi trocentas vezes para assistir mais uma vez com eles, ficar xeretando na cozinha enquanto minha mãe prepara o jantar para ver se aprendo alguma coisa, embora eu seja uma negação na arte culinária, observar meu pai consertando coisas, embora eu também seja uma negação nos ofícios manuais.
Muito embora eu não me identifique com nada disso, acho importante estar lá presente, nem que seja apenas como testemunha, como companhia. acredito que uma das coisas mais importantes que temos para compartilhar é nosso tempo, nossa atenção, nossa presença.
Meus pais estão muito animados com a reforma da casa, então curtir esse novo ambiente junto com eles é muito bom. Sei que eles não vão estar comigo para sempre, então toda vez que eu tiver a oportunidade de estar com eles, vou aproveitar. O “sobrado” está ficando no jeito, agora com os móveis chegando. Ainda há obras a fazer, mas pelo menos a casa está habitável. A grande vantagem é que meus pais podem ver o movimento da rua lá no segundo andar e isso ajuda a distraí-los mais um pouco.
No final da semana passada (domingo, dia 20/5), o tempo melhorou e fomos almoçar em Cabo Frio. Primeiro, fomos comer umas entradinhas em um restaurante bem rústico, Restaurante da Ponte, situado em cima do Mercado Municipal de Peixes, na entrada (ou saída) de CF (bairro Jacaré). Pedimos umas casquinhas de siri e uma porção de camarão à alho e óleo. O camarão estava muito bom; a casquinha, nem tanto. Tudo isso regado a cervejinhas bem geladas. Vejam algumas fotos de lá:
Depois fomos ao restaurante Tia Maluca, que fica na Boulevard Canal, polo gastronômico da cidade e comemos mais uma rodada de casquinhas de siri, dessa vez estavam melhores, e almoçamos uma moqueca de camarão VG, com camarões gigantes, os maiores que eu já vi na vida, pareciam lagostas de tão grandes. Eu curto muito o clima do Tia Maluca.
A semana transcorreu tranquila, quase sem novidades. O tempo firmou, embora esteja fazendo frio, principalmente de madrugada. Na quarta-feira, fui dar um passeio a pé pela orla de Araruama e fiz essas fotos:

Ontem à noite, sexta-feira, fomos a um complexo de lazer que tem aqui perto, na Rodovia Amaral Peixoto, km 85, saída de Araruama, chamado Shopping Gigi. Um shopping horizontal, aberto, ao ar livre. Na verdade, uma praça com vários bares e restaurantes em volta. Costumava ser uma opção para se tomar uma cerva gelada e comer uma pizza de bacalhau, assistindo a um cantor ou uma banda tocar em um gazebo na praça. Sentimos um clima meio decadente por lá, com os restaurantes que costumávamos frequentar fechados ou substituídos por outros mais populares. Havia um cantor, por sinal com um bom repertório de mpb e internacional, que salvou a noite. Comemos uma tal de “calafrita” (calabresa com batata frita) que estava muito ruim. Uma pena, pois eu curtia aquele clima meio pé sujo do local, tinha um certo charme. Hoje, está apenas sujo e, para mim, perdeu o charme.
Amanhã, se o tempo ajudar, vamos dar uma voltinha em Arraial do Cabo. Inté.
























